Fashion is a form of ugliness so intolerable that we have to alter it every six months.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Oscar Wilde - 1854 - 1900, but very much alive!
sábado, 10 de janeiro de 2009
Happy New Year????
Estava esperando o ano engrenar um pouco para escrever alguma coisa a respeito dele.
Depois do ano passado, que começou do jeito que começou - para quem não lembra: clique aqui - e continuou de mal a pior, pelo menos para mim, com um enredo de dar calafrios em diretor de filme de terror, achei melhor estar um pouco mais segura de que este ano não seria tão ruim.
E, finalmente posso dizer que 2008 se foi. Sem deixar muitas saudades.
Por outro lado, 2009 deve ser mais um ano de muitas viagens, e de muitas novidades, de preferência, boas!
Não prevejo o futuro, mas já fui para o aeroporto, para a rodoviária, para o pier... As coisas estão se encaminhando. Quando necessário, tudo está se resolvendo. Ainda não está tudo como eu gostaria, mas estou pensando positivo.
Este ano, depois de assistir aos fogos de artifício em Copacabana, voltei para casa e fiquei bem sentadinha para evitar quedas e, vejam bem, minha integridade física, so far, está intacta!
Acho que este vai ser um Feliz Ano Novo!!!
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
It´s All Greek To Me
Um dos roteiros mais visitados por europeus em férias, a Grécia, guarda muito mais do que as bases da civilização ocidental tal qual a conhecemos hoje. É claro que temos que levar em conta todas as descobertas científicas feitas pelos gregos, mas muito mais do que isso, o país conta com surpresas fantásticas.
Por exemplo, uma ilha tomada por holandeses. Assim é Kos. Quase não se ouve grego por lá. Todo mundo é loiro de olhos azuis. Digamos que causa um certo estranhamento. Mesmo assim, vale a pena dar uma passada para ver o que tem por lá, pegar uma praia e ver as ruinas.
De lá para a terra do rei Minos e do Labirinto do Minotauro. Knossos, na ilha de Creta, onde o arqueólogo Arthur Evans reconstruiu as ruinas de acordo com o que ele achava que elas teriam sido. Bastante moderno e colorido, mas a verossimilhança das ruínas, eu diria, é questionável.
Ainda em Creta, vale a pena visitar outras partes, conhecer praias, aprender a jogar gamão - jogo bastante popular por lá - e aproveitar a vida noturna. Mas já aviso, o verão é escaldante e não é possível se mexer nas horas mais quentes do dia. Daí fica bem claro o porquê das siestas - que lá vão das 13h às 17h e aí de você se perturbar a tranquilidade daqueles que estão tentando tirar uma soneca.
Ainda na parte meridional do mar Egeu, está a famosa ilha de Santorini, com as casinhas branquinhas, os vilarejos no na caldeira do grande vulcão. uma grande multidão se junta todos os dias nas varandas de Fira para ver o pôr-do-sol. Também vão para Oia - se diz Ia -, bem na pontinha da ilha.
As ruas são bem estreitinhas, mas para chegar de um lugar a outro é possível tomar ônibus.
As casas ficam nas encostas das montanhas formadas pela caldeira do vulcão e para chegar em qualquer lugar sempre há muitas subidas e muitas decidas. Tem que estar preparado para andar e andar e andar. Mas se cansar muito, sempre se pode alugar um burro. Eles custam 5 euros cada parte do trajeto e é no mínimo uma experiência a ser vivida. Quando eles não estão quase ralando a sua perna na montanha, estão quase te jogando no precipício. Mas você sai ileso e bem ou mal, merece um pouco, já que está explorando o pobre bichinho.And last, but not least, fica minha ilha favorita: Mykonos.
Apesar de ser tida como a ilha mais ocupada por turistas durante as férias, não foi bem o que eu encontrei. Estava cheia sim, mas ainda tinha espaço para deitar na areia, nadar na água azul do mar, caminhar, andar de moto ou de quadriciclo, rodar pelo centro da cidade, ver os bistrôs, os lugarzinhos e as lojinhas. Tudo bem branquinho, como sugarcubes. Os habitantes parecem meio malucos, mas são muito simpáticos, falam com todo mundo, conversam, explicam, respondem a qualquer questão.Para quem quer ver onde tudo começou, não pode faltar uma visitinha à capital grega. De Atenas vê-se o mar, mas ninguém vai para lá para isso. As grandes atrações de Atenas ficam mesmo por conta das ruinas. A Acrópolis, com o Partenon, a Ágora Antiga, as milhões de ruínas espalhadas por toda a cidade, os jardins e a modernização. No entanto, vale lembrar que a maior parte dessas ruinas hoje não está mais na Grécia. O que resta lá é o espaço que os edifícios ocupavam. Se você quiser mesmo ver os restos daquilo que existia, vá ao British Museum em Londres. Abaixo é possível ver as pedras que ficaram das ruínas em eterna restauração (à esquerda) e todo o mármore retirado e remontado no museu inglês (à direita).
E é assim. Linda, branquinha, cheia de História guardada na terra. E cheia de história pra inglês ver.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Turkish Bath
Seguramente, a experiência mais interativa na Turquia é o banho turco. Em Istanbul, para tomar um banho turco é preciso ir a um lugar especial, como um spa. Lá, você recebe um kit com uma esponja esfoliante e uma suave e uma toalha. Você deixa as roupas num armário e se enrola na toalha. Dalí, segue para um salão enorme e aquecido, quase como uma sauna úmida com uma pedra de mámore enorme, com um metro de altura, dodecagonal com um raio de 2 metros, no centro.
Você se deita alí e aguarda que alguém venha com espuma para te dar banho. Você fica cheio de espuma enquanto é esfoliada. Depois, vai para uma das pias nas paredes do salão e lá, com uma cuia, enxagua a espuma e tem a cabeça lavada e massageada. Ainda pode fazer massagem e tratamento facial e se quiser, ao final, pode voltar ao salão e relaxar sobre o mármore.
Eu não tive essa possibilidade porque quando voltei para o salão, a pedra estava lotada por um grupo de chinesas peladinhas e barulhentas. Occupational Hazard! Mas vale muito a pena.
Assim como tudo em Istanbul.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Constantinopla
A Turquia é a porta de separação entre a Ásia e a Europa. Mais especificamente, Istambul antes Bizâncio e Constantinopla, a cidade de dois continentes. Os continentes separados pelo Estreito de Bósforo, dentro da cidade, que liga o Mar de Mármara ao Mar Negro.Também aí, está uma das maiores portas de separação cultural e religiosa.
Istanbul é uma grande mistura das civilizações que passaram por alí. Gregos, Bizantinos, Otomanos, Curdos, Persas, Sultões, Cristãos, Muçulmanos, todos deixaram sua marca em alguma parte.
Em Istanbul, a imponente Santa Sofia (AyaSofya) é impressionante. Começou como uma basílica cristã, e na época dos sultões se tranformou numa grande mesquita. Os ícones cristãos foram cobertos e substituidos por muçulmanos, todos em árabe.
Mas hoje, o que se vê é a mistura dos dois, já que os mosaicos bizantinos foram revelados e estão à disposição do público que vai visitar o edifício.Também impressiona a Mesquita Azul, que fica do outro lado da rua e é utilizada como templo. Para entrar, é preciso tirar os sapatos - o chão é todo coberto por tapetes com desenhos incríveis. As mulheres também têm que cobrir os ombros e preferencialmente, cobrir a cabeça. Mas todo mundo pode entrar para visitar.
Entre as contruções do Sultanahmet, certamente, o mais impressionante é o Palácio Topkapi, residência dos sultões por séculos. Este palácio fica às margens do Mar de Mármara. Tem uma vista fabulosa. São vários prédios construídos por trás das muralhas, cada um com uma função diferente, dentre os quais está o harem, onde os sultões mantinham suas esposas e os eunucos.
O harem é todo decorado com ouro, com as mais diferentes patterns, tanto nos tapetes, quanto nos azulejos, paredes, tetos... É lindo demais. Um dia só não é suficiente para ver tudo.Não muito longe de lá, ainda tem a Cisterna, uma construção romana no subsolo. É a perfeição arquitetônica construida para armazenar água. Em tamanho gigante, é claro.
E ainda tem o Gran Bazar,o Bazar de Especiarias. Tudo sem atravessar a ponte.Tudo tem uma energia muito diferente. Talvez por conta da atmosfera de mil e uma noites, talvez pelo chamado para rezar para Mecca seis vezes ao dia, saído dos alto falantes de todas as grandes mesquistas espalhadas pela cidade, talvez pelo chá e pelo narguilé.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Octopus's Garden
Beatles
I'd like to be under the sea
In an octopus' garden in the shade
He'd let us in, knows where we've been
In his octopus' garden in the shade
I'd ask my friends to come and see
An octopus' garden with me
I'd like to be under the sea
In an octopus' garden in the shade.
We would be warm below the storm
In our little hideaway beneath the waves
Resting our head on the sea bed
In an octopus' garden near a cave
We would sing and dance around
because we know we can't be found
I'd like to be under the sea
In an octopus' garden in the shade
We would shout and swim about
The coral that lies beneath the waves
(Lies beneath the ocean waves)
Oh what joy for every girl and boy
Knowing they're happy and they're safe
(Happy and they're safe)
We would be so happy you and me
No one there to tell us what to do
I'd like to be under the sea
In an octopus' garden with you.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Up in the Sky
Nada mais apropriado do que escrever um post para este blog enquanto estou no ar. Sim, 10000 metros acima do nível do mar, dentro do avião, onde vou ficar por um tempo. Tempo este que estou usando para escrever.
Daqui de cima hoje, do alto dos céus entre São Paulo e Porto Alegre não é possível ver o chão. É tudo um imenso mar de nuvens. Todas aquelas nuvens que sempre vemos lá em cima, agora estão aos meus pés.
A grande vantagem disso é que daqui a gente pode ver o sol. Em São Paulo, a temperatura de 16oC, com o céu encoberto de nuvens e a típica garoa paulistana, o visual era um pouco mais cinza. Aqui, apesar da temperatura congelante do lado de fora, o céu é azul e o chão é branco como um grande cobertor de algodão.
De vez em quando as nuvens não dão as caras. E aí, pode-se ver a Terra lá em baixo também. As ruas, os prédios e casas, os terrenos cultivados, o mar, a praia. Tudo bem pequenininho. Bem longe. Mas hoje não é um desses dias.
Hoje é um dia em que as nuvens estão encobrindo o sol e para encontrá-lo, é preciso atravessar o grande mar branco.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Next steps
O futuro é sempre incerto. Mas as pessoas sempre estão tentando desvendá-lo. Quem sabe, encontrar uma forma de descobrir o que vai acontecer, seja por eliminatória, repetição ou adivinhação.
Porém, sabe-se muito bem que não adianta inventar. Pode-se acertar algumas coisas por pura sorte ou seja lá como se pode justificar, mas a verdade é que não dá para prever exatamente o que vai acontecer, nem daqui a um minuto.
Então, eu espero poder fazer mil coisas, mas só vou saber se elas vão acontecer, depois que elas acontecerem. A todos que me perguntam quando e se eu vou viajar de novo, bem, quando eu voltar de viagem, eu respondo!
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Danger and Annoyances
Muito se engana quem pensa que existe lugar seguro no mundo. Mas é claro que alguns lugares são mais tranquilos que os outros e outros lugares a segurança é diretamente relacionada com a maneira com que você se veste, sexo, raça ou religião.
Infelizmente, a violência se utiliza das diferenças sociais, culturais e físicas para determinar suas vítimas.
E a verdade é que somos todos potenciais vítimas. Basta estarmos na hora errada e no lugar errado.
Não importa se a criminalidade é alta. Os números são secundários, Se você estiver num lugar desconhecido, obviamente não saberá qual é, estatisticamente falando, o risco que você está correndo.
Na minha experiência, posso dizer que só fui vítima em quatro cidades do mundo. São Paulo, Paris, Amsterdam e Milão.
Em São Paulo, sofri por estacionar o carro na hora errada e no lugar errado. Em Milão, porque sou mulher, em Paris por eu não ser muçulmana e em Amsterdam, porque sou Brasileira. O que não significa que em outras condições, nos mesmos lugares, outras pessoas diferentes não poderiam ter sido escolhidas.
Em compensação, fui para a Colômbia, assim como muitos outros viajantes, peguei ônibus noturnos para ir de uma cidade a outra e nada aconteceu. Na Turquia, por exemplo, ser turista não é a coisa mais perigosa do mundo. Aliás, é muito mais perigoso ser turco mesmo.
E é assim que bem ou mal, as pessoas acabam se privando de descobrir coisas novas e explorar lugares maravilhosos, tudo por culpa do medo, que nem sempre é bem fundamentado. Só tem que tomar cuidado e ficar atento. Sempre.
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