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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

The World I Know By Night Part II

Ilha Grande, Brasil

Ephesus, Turkey

Cartagena de Indias, Colombia

New York City, USA

Salvador, Brasil

Dydim, Turkey

Rovinj, Croatia

Rio de Janeiro, Brasil

Bogota, Colombia

Paris, France


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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Salva dor?


Salvador, capital do estado da Bahia, é uma cidade grande, com avenidas largas, quase sem calçadas. Feita para carros. Feita para acumular trânsito.
Para ser turista em Salvador, ou você consegue um guia local (amigo, parente, primo, etc) ou fica num hotel e passeia pela região em volta dele, ou aluga um carro. O transporte público é complicado, mas até funciona para quem já estiver e quiser continuar na beira do mar.
Mesmo assim, tenha cuidado com as praias. Passar uma tarde em Itapoã não é mais uma coisa tão agradável assim. Além de ser uma praia entupida de gente; é barulhenta, com música alta por toda parte, uma mais alta que a outra. E é suja ou dá a impressão de, já que nas placas da rua informa-se que as condições para banho são boas. Mesmo as praias de Lauro de Freitas, ao norte da cidade, ditas mais bonitas que as praias urbanas de Salvador, recentemente foram palco da eletrocussão de um cachorro que passeava com o dono e pisou nas proximidades de um cabo elétrico deixado alí por conta da retirada dos quiosques das praias da região.
O Farol da Barra realmente proporciona uma vista linda do pôr-do-sol no mar. Pena que logo atrás, passa a Av. Oceânica, que visualmente e pelo movimento, mais parece uma estrada. Mais uma vez, o pedestre tem acesso complicado e desta vez, quem vai de carro também sofre para achar uma vaga. Por isso, se a idéia é acompanhar o sol se esconder no mar, programe-se para chegar cedo.
Por incrível que pareça, o lugar onde nunca tive problemas nem para chegar a pé e nem para estacionar foi o Mercado Modelo/Pelourinho, bem no centro da cidade. Apesar dos pedintes, o passeio por esta parte sempre foi muito agradável. No Pelourinho mesmo, as ruas de paralelepidos são irregulares, o que dificulta a caminhada, porém, não há muitos carros circulando por alí e o estilo de vilarejo com as casas coloridas compensam. É uma graça, principalmente se você conseguir passar ileso por todos os vendedores ambulantes, que são insistentes e chatos e pelas crianças da região, que se não tentam te roubar, são mal-educadas e folgadas.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Farfalla Azzurra


Numa Ilha Grande, era uma vez uma trilha que levava a uma praia paradisíca. Na verdade, eram duas trilhas. Uma mais curta, menos protegida, mais íngreme. Outra mais plana, mais longa e cheia de árvores. E as duas terminavam na mesma praia. Mas cada uma numa ponta.
A mais curta sempre foi a preferida do grande público, talvez por pura economia de tempo.
E é por isso que eu sempre escolho a segunda. Porque está sempre vazia, porque não se caminha sob o sol e ainda existem algumas coisas particulares a ela que fazem valer a pena.
Vale, por exemplo, pela caminhada. Para quem vive sedentário é uma ótima chance de se movimentar. E não precisa ter um super preparo físico. Mas não é uma caminhada numa esteira de academia. É numa trilha com vegetação por todos os lados.
Já que está quase sempre sem gente, você tem tempo para pensar na vida, nas coisas, estar com você mesmo ou com a companhia que quiser. Mas não pense que só porque as pessoas não escolhem esta trilha, não tem ninguém por lá. A vida da Mata Atlântica é muito rica. Mas não só. Para aumentar o gostinho da aventura, ainda algum louca desvairado decidiu levar uns jacarés para uma propriedade de lá. Certo é, que até hoje, diz-se que só viram um, sem uma pata numa praia, nunca nesta trilha. Mas o perigo está informado nas placas.
O mais importante, com certeza, é uma amiga que eu fiz, que sempre aparece para me guiar no fim do caminho. Uma borboleta azul enorme que sempre me passa as últimas coordenadas para chegar à Lopes Mendes.
Muita gente disse que já viu esta borboleta, mas a verdade é que das últimas vezes que eu fui para lá, acabei pegando o caminha mais curto, um pouco contra a minha vontade. Mas a borboleta azul não deixou que eu perdesse meu rumo. Lá estava ela de novo. O que eu posso dizer, é que quando eu estou chegando perto da praia, seja por um lado ou por outro, a borboleta sempre vem dizer olá.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Happy New Year????


Estava esperando o ano engrenar um pouco para escrever alguma coisa a respeito dele.
Depois do ano passado, que começou do jeito que começou - para quem não lembra: clique aqui - e continuou de mal a pior, pelo menos para mim, com um enredo de dar calafrios em diretor de filme de terror, achei melhor estar um pouco mais segura de que este ano não seria tão ruim.
E, finalmente posso dizer que 2008 se foi. Sem deixar muitas saudades.
Por outro lado, 2009 deve ser mais um ano de muitas viagens, e de muitas novidades, de preferência, boas!
Não prevejo o futuro, mas já fui para o aeroporto, para a rodoviária, para o pier... As coisas estão se encaminhando. Quando necessário, tudo está se resolvendo. Ainda não está tudo como eu gostaria, mas estou pensando positivo.
Este ano, depois de assistir aos fogos de artifício em Copacabana, voltei para casa e fiquei bem sentadinha para evitar quedas e, vejam bem, minha integridade física, so far, está intacta!
Acho que este vai ser um Feliz Ano Novo!!!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Danger and Annoyances


Muito se engana quem pensa que existe lugar seguro no mundo. Mas é claro que alguns lugares são mais tranquilos que os outros e outros lugares a segurança é diretamente relacionada com a maneira com que você se veste, sexo, raça ou religião.
Infelizmente, a violência se utiliza das diferenças sociais, culturais e físicas para determinar suas vítimas.
E a verdade é que somos todos potenciais vítimas. Basta estarmos na hora errada e no lugar errado.
Não importa se a criminalidade é alta. Os números são secundários, Se você estiver num lugar desconhecido, obviamente não saberá qual é, estatisticamente falando, o risco que você está correndo.
Na minha experiência, posso dizer que só fui vítima em quatro cidades do mundo. São Paulo, Paris, Amsterdam e Milão.
Em São Paulo, sofri por estacionar o carro na hora errada e no lugar errado. Em Milão, porque sou mulher, em Paris por eu não ser muçulmana e em Amsterdam, porque sou Brasileira. O que não significa que em outras condições, nos mesmos lugares, outras pessoas diferentes não poderiam ter sido escolhidas.
Em compensação, fui para a Colômbia, assim como muitos outros viajantes, peguei ônibus noturnos para ir de uma cidade a outra e nada aconteceu. Na Turquia, por exemplo, ser turista não é a coisa mais perigosa do mundo. Aliás, é muito mais perigoso ser turco mesmo.
E é assim que bem ou mal, as pessoas acabam se privando de descobrir coisas novas e explorar lugares maravilhosos, tudo por culpa do medo, que nem sempre é bem fundamentado. Só tem que tomar cuidado e ficar atento. Sempre.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Vive la différence!


Você se lembra de quando estava no primário (ou escola elementar ou sei lá mais como chamam hoje)?
Sua rotina era ir para a escola, aprender uma meia duzia de coisas que não tinham serventia alguma, tudo para poder entrar no pega-pega, na amarelinha, na queimada ou quem sabe bater umas figurinhas durante o recreio.
Bom mesmo eram aqueles passeios malucos de um dia. Juntavam todo mundo da mesma série e lá se ia ao zoologico, ao butantã... Me lembro de dois destes passeios que me marcaram muito: um foi a ida a uma casa de fazenda, para conhecer os animais e aprender a fazer pão - paixão que eu guardo até hoje - e o outro, foi uma ida a Santos, para ver a cidade e subir o bondinho.
Et voilà, esses eram os dias em que a gente se divertia o tempo todo e não só no recreio.
Hoje, passeando por Auvers-Sur-Oise - vilarejo onde Van Gogh passou seus últimos anos de vida - me deparei com um grupo de escolares.
E claro, como o motivo de a cidade ser minimamente conhecida é a passagem dos impressionistas por ela, as crianças estavam aprendendo um pouco de história da arte.
Van Gogh, Cézanne e Pizarro mudaram-se para o vilarejo para afastar-se da cidade grande, aproveitar a vida no campo e usar as luzes do norte como inspiração para a produção de parte de suas obras.
Imagine-se lá, ainda criança, olhando uma das bailarinas de Dégas? E o passeio com a escola é para a casa onde as Niféias de Monet foram realizadas ou para seguir os últimos passos da vida de Van Gogh?
Como eu gostaria de ter passado a minha infância assim! Minha mãe fez o possivel, com um milhão de livros de arte em casa e sua paixão pelo assunto.
Comentei todo esse pensamento com um amigo italiano que foi visitar a cidade comigo e sua replica foi:
"Estas crianças não querem nem saber de Van Gogh. Quando eu ia fazer esses passeios com a escola, eu queria mais era fazer farra com os amigos!"
E me lembrei de uma francesa, que conheci há dois anos, quando discutiamos o assunto:
"A coisa mais chata do mundo era ir com a escola ao Louvre! Era super comum! E agora eu vejo todo mundo esperando na fila para entrar. Uma loucura!"
Mas será que tudo isso não faz diferença nenhuma no tipo de pessoas que estas crianças se tornam?

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Amarrando as pontas


Tudo começou no Expresso do Pôr-do-Sol. Rápido, sobre as águas azuis, atravessando o Oceano Atlântico. Em todos os tons de vermelho e laranja e amarelo. Fortes e vibrantes. E por aí foi-se, esperando sempre o melhor, querendo sempre vencer.
E acabou numa Lua Azul. Numa tarde de abril, de tempo nublado, molhada por gotículas de chuva. De novo sobre as águas do Atlântico. Só que desta vez, as águas estavam verdes e escuras e o Sol se pôs.
As cinzas clarearam a superfície marinha, enquanto o vento soprava contra a corrente, entre o navio azul e branco e a pequena ilhota de três colinas que hoje é também o marco da despedida.
We´ll meet again soon.

sábado, 22 de março de 2008

O Rio de Janeiro continua lindo! - uma aventura pela cidade maravilhosa dos turistas


O que poderia acontecer a quatro mulheres que tentem descobrir o que tem de bom pra ver no Rio? Digamos que pode ser no mínimo divertido passar o dia pedindo sugestões e tomando táxis, ônibus, metrôs, bondes e bondinhos na execução deste trabalho.
Saímos de casa por volta das 10h30 da manhã - exatamente 30 minutos de atraso dentro do que havíamos previsto. Fomos comer algo antes de começar a jornada mais ou menos na altura do Posto 12, no Leblon.
Deste primeiro ponto, após nosso café da manhã, fomos à pé até o clube Flamengo na beira da Lagoa Rodrigo de Freitas.
Caminhamos em volta do clube de remo, sob o sol escaldante do primeiro dia de outono - que no Rio de Janeiro não quer dizer absolutamente nada.
Chegamos à beira da Lagoa e fizemos uma rápida parada para uma água de coco e alguns clicks.


Por volta do meio dia e meia, já estavamos prontas, dentro de um táxi, aproveitando o ar condicionado até chegarmos à Estação do Cosme Velho, onde aguardamos 40 minutos na fila para comprar o ticket para dalí a meia hora subir no bondinho que leva ao alto do Corcovado.
Fora o calor, ter que ficar o tempo todo em pé e ficar prestando atenção a um possível ataque de mosquitos - já que o Rio está enfrentando uma epidemia de dengue - o tempo até que passou suavemente.
Isso até entrarmos no diabo do bondinho, que no meio do caminho foi invadido por três pagodeiros. Subida lenta e dolorosa.
Depois, um pouco desavisadas, pegamos as escadas ao invés do elevador. Paga qualquer pecado subir a escadaria naquele calor.

Fizemos mais fotos, fizemos graça e fomos embora.
De novo com o bondinho, desta vez para baixo, em direção à Santa Teresa.
A informação que conseguimos foi para descer numa parada chamada Silvestre e que lá já estaríamos na mesma altura de Santa Teresa.
Para quem já pegou este bondinho, sabe que ele passa só no meio do mato. Não tem absolutamente nada em volta a não ser esta tal desta parada. Que também é muito deserta, mas ao contrário do restante é a saída para uma favela.
Por sorte, um micro-ônibus alucinado fez um "U" em manobras na nossa frente - claro que quase nos atropelou - e nós aproveitamos para subir e sumir daquele lugar o mais rápido possível.
Apesar de não ter perguntado nada, posso dizer com certeza que minhas companheiras concordam que a descida do morro foi "com emoção". Curvas e precipícios aproximados na mais alta velocidade, chacoalhando de lá para cá, sem cinto de segurança.
Mas chegamos ao nosso destino ilesas. E fomos dar uma voltinha, ver as casinhas de Santa Teresa e tentar achar um restaurante - esta última, tarefa impossível num sábado à tarde.
Então, corremos para o ponto do bonde, onde esperamos mais uma horinha.
Finalmente nosso transporte chegou, nos pegou e nos levou pelo bairro até atravessar os arcos da Lapa por cima e nos deixar no centro.
Lá, fomos ver a Biblioteca Nacional, o Teatro Municipal e todos os prédios tracionais da praça da Cinelândia, de onde pegamos o metrô para Copacabana.
Por fim, chegou a hora de aproveitar a renovação dos quiosques do calçadão de Copacabana para comermos algo.
E admirar a Lua.
Depois disso tudo, não preciso nem dizer que voltamos correndo para casa para tomar um banho e tirar toda a poeira, a areia e a sujeira da aventura deste sábado de aleluia.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Superstições de ano novo



Espero que o ano novo de todo mundo tenha sido fantástico, que todo mundo tenha visto fogos maravilhosos, tomado muita champagne se divertido muito!
Passado com as pessoas que gosta num lugar lindo!
Comigo, posso dizer que as coisas não foram bem assim. Mas já me distanciei o suficiente, pelo menos para falar a respeito - sim, porque agora posso até falar!!!
Meu ano novo começou com contagem regressiva, numa casa maravilhosa, entre duas praias lindas, assistindo ao show de fogos e estourando Champagne Francesa.
Fiquei dançando por duas horas, com mais umas 30 pessoas que também comemoravam a virada do ano até que em certo momento um passo em falso levou meu rosto e mais especificamente a minha boca diretamente ao chão.
Digamos que uma dor enorme se abateu sobre mim. Definitivamente não se trata de um bom jeito de começar o ano. Com os lábios da Angelina Jolie, depois da alergia ao camarão, ou coisa parecida.
Minha noite acabou ali. E ainda tomou uma parte da noite de alguns amigos e do meu irmão a quem eu agradeço muito por terem tomado conta de mim.
O resto do pessoal, continuou até as 10h da manhã do dia seguinte. Alguns poucos, até mais.
Ainda estou com o roxinho no queixo e os machucados na boca. Mas a dor já é bem menor do que aquela que me acompanhou logo que acordei e comecei as rever as fotos que havia tirado na viagem.
Sem ainda perceber que não se tratava apenas de um acidente, mas sim de uma nuvem negra de azar, resolvi apagar aquelas fotos que sairam sem nada. Sem querer, acabei apagando todas as fotos do cartão.
Mas é claro, isso não seria suficiente. Imaginando que alguma coisa não estava muito bem, corri até a praia e fui pular minhas sete ondinhas. Me concentrei, e as pulei. Respirei fundo e pensei, agora estou pronta para começar o ano.
Não era verdade. Na saída da praia, consegui chutar muito forte uma pedra que estava escondida pela areia.
Voltei correndo para casa e fiquei deitada no sofá, assistindo televisão até que finalmente chegasse a meia-noite.
Depois disso, todas as pessoas que conheci me desejaram sorte, mesmo um irlandês disse que era um Leprechaun desfarçado.
Por enquanto, não aconteceu mais nada, mas continuo procurando figas, pés de coelho, ferraduras e o que mais puder me proteger, porque ainda tenho muitos lugares para ir este ano.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Gringa sai de férias


Todo mundo tem direito a férias, inclusive eu. Portanto, vou aproveitar essa confusão de final de ano para tirar umas férias e mostrar a uns amigos gringos alguns lugares que eu já conheço e quem sabe descobrir coisas novas.
Se alguém também precisar de férias e quiser se juntar a nós, sinta-se convidado. We´ll be on the road from December 21st till February 7th. A data de volta é uma estimativa.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Statement


Oficialmente, estou com os pés em terras tupiniquins por mais de um ano. I have to leave!

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Embromation


Hoje aprendi minha primeira frase em papiamento. Para quem não sabe, papiamento é a língua falada nas Antilhas Holandesas e no Suriname. Também sei falar uma palavra ou frase em russo, creole haitiano, turco, japonês, suiço alemão, norueguês, africaans, dinamarquês, sueco, urdu... Hmmm, são tantas línguas no mundo que nem sei se isso é uma amostra significativa. Ainda conheço um pouco mais, mas, bem pouco - assim, eu diria que não morro de fome - de alemão e árabe e consigo sobreviver em holandês. Falo mesmo castellano - ou portunhol, como preferir - italiano, français, English e português.
Um dos meus maiores interesses é mesmo aprender línguas. Acho demais saber de onde vêm as coisas que dizemos, porque as palavras são formadas desta ou daquela maneira... Saber que existe sim diferença entre suiço alemão, alemão austríaco e alemão da Alemanha. Ou que quando o filme Les Invasions Barbares saiu na França, mesmo sendo em francês, teve legenda, porque era do Canadá e muita gente não conseguia entender.
Que o soixante-dix e quatre-vingt-dix só exitem na França e que na Suiça e na Bélgica você se sai muito melhor com um septante e um nonante.
Talvez isso não pareça muita coisa, mas quando você começa a conviver no meio de estrangeiros, você percebe que por mais globalizado que o mundo esteja, cada povo luta pela manutenção da sua cultura. E normalmente, isso pode ser percebido por meio das pequenas coisas, como a utilização de palavras que muitas vezes já tem sinônimos mais modernos com semânticas iguais, mas não tem a mesma carga histórica.
Por isso, enquanto eu estiver viva, vou aprender línguas. Nem que seja para saber porque os ingleses dizem lift e os americanos elevator. "Tomeito, Tomato, Poteito, Potato..."

terça-feira, 6 de novembro de 2007

The World I Know By Night Part I


Paris, France

São Paulo, Brasil

Venezia, Italia

Edimburgh, Scotland

London, England

Lyon, France

New York, Sept 11th, 2005, USA

Barcelona, España

Bergen, Norge

Bruxelles, Belgique

Buenos Aires, Argentina

Chamonix, France


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quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Caos Aéreo Brasileiro


Sempre tive muita sorte em viagens de avião. Apesar de uma ou outra chateação - mala perdida duas vezes, vôo perdido por incêndio numa estação de trem a caminho do aeroporto, mala quebrada quando cheguei no destino - não posso reclamar dos vôos, eles sempre estiveram no horário.
Mas agora, com o sistema aéreo brasileiro em colapso, já tomei chá de cadeira no aeroporto algumas vezes.
Uma delas foi indo e voltando da Argentina. Nos quatro vôos que peguei na dita semana, nenhum esteve no horário.
O primeiro atrasou três horas. O segundo, um pouco mais. O terceiro só atrasou uma hora, o que praticamente nem é atraso. Agora, sair da Argentina no final foi uma epopéia. Todos embarcados, prontos para decolar, mas nada acontecia. Meia-hora depois todos foram desembarcados.
O aeroporto estava lotado, não havia mais comida nem bebida, então tive que fazer o superesforço de me alimentar dos Alfajores Habana que eram vendidos no Free Shop. Mais de cinco horas se passaram e espaço aéreo de Curitiba continuava fechado.
Imagino que o piloto conseguiu traçar uma nova rota, porque o tempo de vôo foi muito maior do que deveria. Praticamente, tirei um dia inteiro para viajar. Uma viagem que eu poderia ter feito em 2h30. Revoltante!
Pouco tempo depois, resolvi pegar uma ponte aérea. Isso, antes do último acidente.
Três horas depois de esperar no Santos Dumont, fomos levados para o Tom Jobim de maneira superdesorganizada e quando chegamos lá, quase perdemos o vôo, porque nos esqueceram por um tempo.
A última vez foi num domingo, não muito não muito tempo atrás. Fui novamente vítima do caos aéreo. Estava em Porto Alegre, já embarcada no avião e a informação que nos foi dada foi a seguinte: não havia previsão de decolagem, porque os espaços aéreos de Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro estavam fechados e que o piloto não se responsabilizava por nada. Ninguém poderia desembarcar, a custo de perder a passagem.
"A decisão é de vocês", disse o comandante.
Bastou isso para transportar o caos do espaço aéreo para dentro do avião. A verdade é que ninguém entendeu nada daquilo que o piloto quis dizer e, venhamos e convenhamos, como pode ele querer se isentar de qualquer responsabilidade, uma vez que ele representa a companhia aérea para quem está trabalhando?
Se isso já não fosse suficiente, tivemos que mudar o pouso do vôo para Guarulhos - inicialmente era em Congonhas, mas com o atraso, o aeroporto já estaria fechado. O transporte para Congonhas por solo, onde deveríamos ser deixados, de acordo com as nossas passagens foi superdesorganizado. E de novo, uma viagem que poderia ter terminado 1h30 depois de começar, durou mais de cinco horas.
Será que agora que a Copa de 2014 vai ser no Brasil alguém vai fazer alguma coisa a respeito?

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Open You Mind


Ser turista ou morar em outro país não é a mesma coisa que mudar de casa. É também se adaptar à cultura, vivenciar o novo, ver outras formas de fazer as mesmas coisas ou mesmo aprender novos hábitos.
Infelizmente, nem todos os aliens conseguem entrar neste nível de absorção da realidade que os envolve. E é aí que eu me pergunto: Pra que ir tão longe?
Uma vez, em Paris, no Quai andando em direção à Torre Eiffel, ouvimos o comentário mais estúpido possível:
"It´s so big! I never thought they could do something so huge!", uma das meninas de grupo de turistas americanas que caminhava logo em frente espantou-se. Eu e meu namorado na época queríamos nos atirar dentro do rio Sena. Só os americanos sabem fazer grandes coisas? Que vergonha ser turista naquele momento.
Depois, em Londres, enquanto tentava chegar no British Museum, sentada num daqueles ônibus vermelhinhos, me deparei com uma casal que perguntava ao motorista:
"Is this bus going to the British Museum?"
O problema nem foi só a pergunta em si, mas também a altura exagerada e a velocidade reduzida com que a mulher a fez. O marido disse baixinho à esposa:
"Darling, this bus IS going there, it´s written on top of the bus"
Mas ela continuava gritando, como se o motorista não entendesse inglês, afinal de contas, estávamos na Inglaterra e o fato de estar escrito no ônibus que um das paradas era o Museu, aparentemente não significava nada para ela.
Os americanos têm a fama de achar que todos os lugares tem que ser como os Estados Unidos e, ao mesmo tempo, subestimam os outros países.
Vale lembrar que eles não são os únicos. Os brasileiros que vão para os EUA tentar a vida jamais se deixam levar pela cultura americana. Muito pelo contrário. Ganham em dólar, é verdade, mas gastam uma fortuna para comprar, nos mercados brasileiros, o bom e velho (e caro e importado) arroz e feijão. Eu entendo que eles sintam vontade de comer aquela comidinha gostosa e que um dia ou outro façam uma loucura para matar as saudades, mas transformar o lugar onde estão num Mini-Brasil, já é demais!
Pior ainda, são os estrangeiros que vão aos países do antigo "3º Mundo" em busca de turismo sexual! Como se não bastasse o tráfico de mulheres e a imigração ilegal de prostitutas e travestis para os chamados países desenvolvidos, ainda vão à fonte buscar mais possibilidades?
O mundo está cada vez mais xenófobo e agressivo. Não é fácil!
A gente bem sabe que o relacionamento entre os seres humanos é complicado, ainda mais se existe uma barreira cultural, desrespeito e um cero sentimento de superioridade. É preciso muita calma e uma mente aberta.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

De repente


Sou daquelas pessoas que num momento está alí, à toa, e de repente, decide que vai para outro lugar. Há anos faço isso. Algumas pessoas têm certa dificuldade em entender a decisão repentina e outras simplesmente não concebem a falta de planejamento.
Seja lá como for, eu assumo aqui que tenho commitment issues.
Não porque eu não consiga me comprometer com as coisas, mas porque algumas vezes, quando a gente se compromete, acaba aparecendo alguma coisa mais interessante e não podemos nos descompromenter, ao menos se somos pessoas de palavra. Outras vezes, quem dá o cano é a outra parte comprometida, e aí, não tem solução. Detesto me sentir frustrada.
Por isso sou fã da última hora. Odeio esperar. Não gosto muito de planejar as coisas. Se elas têm que acontecer, acontecem. E foi assim que eu fui parar no Rio na semana passada, acabei num Maracanã lotado para ver o Fla X Flu, foi assim que fui para a Bélgica terminar um dos grandes amores da minha vida e foi assim até que eu vim ao mundo - nasci de oito meses, num sábado de carnaval, três dias depois de o médico ter dito que só nasceria dalí a um mês.
É quando a gente menos espera que o inesperado nos surpreende e nos faz viver momentos maravilhosos e aproveitar mais do que qualquer expectativa nos teria permitido.
Não deixe que suas próprias expectativas diminuam o prazer de nada. E viaje. Dentro ou fora de si mesmo, sem pensar, sem considerar os prós e os contras. Pelo menos uma vez na vida.

domingo, 30 de setembro de 2007

Tu viens d'où?


A palavra gringo, de acordo com o Houaiss, vem da
deformação de griego 'grego' (grigo > gringo), com o sentido de língua incompreensível em comparação ao latim; na Espanha, aplicado apenas à linguagem, foi usado na América em relação aos estrangeiros, que falavam uma linguagem ininteligível.
No entanto, esta não é a única explicação para a origem do vocábulo. Conta-se que ele surgiu durante a guerra entre México e EUA, entre 1846 e 1848, porque os americanos cantavam "Green Grow the Lilacs" e os mexicanos repetiam, ou porque o uniforme dos yakees era verde (outra história questionével) e os mexicanos gritavam Green Go! Se alguém tiver mais alguma versão, por favor, compartilhe.
Não sei qual delas é a verdadeira, nem se uma delas é verdadeira. O fato é que por mais que se discuta a etimologia da palavra, seguramente, concorda-se sempre na semântica. Gringo é, ainda segundo o Houaiss,
qualquer indivíduo estrangeiro, residente em ou de passagem pelo país, especialmente quando falante de língua não vernácula.
E apesar de falar várias línguas, eu sempre sou gringa onde quer que eu vá. Nunca fui a terras muito orientais, mas não tenho esperanç alguma de ser considerada nativa por lá.
Na Ítália, já fui austríaca, americana, canadense, espanhola e alemã, além é claro de ouvir comentários do tipo: "Você não é branca demais para ser brasileira?"Na França, virei inglesa, australiana, belga e dinamarquesa.
Em Buenos Aires, no albergue onde fiquei, já fui holandesa - inclusive uma das vezes foi um holandês que achou -, irlandesa e francesa. No táxi, virei sueca. Enquanto derretíamos na capital portenha, o taxista me perguntou se no meu país não estava nevando. Quando falei que no meu país não nevava, ele virou para trás surpreso e me disse: "Desde quando não neva na Suécia?"
Em Estocolmo, numa loja de souvenirs, a vendedora também achou que eu era sueca. Segundo um amigo nórdico, eu só não poderia ser, porque meu cabelo é muito grosso.
De qualquer forma, todas essas situações não se comparam ao que me aconteceu no Brasil.
Uma vez, durante o carnaval, eu estava passeando a pé no Rio e um homem que descia do ônibus parou na minha frente e começou a sambar sorrindo. Eu olhei para ele com aquela famosa cara de interrogação e segundos depois, perguntei: "O que é isso?" Imediatamente, ele deixou de sorrir e disse: "Ah, você é brasileira." Parou de sambar, abaixou a cabeça e seguiu seu caminho.
Depois disso, foi no Morro da Babilônia, ainda no Rio, no boteco com vista para Copacabana e para o Leme. Paramos para tomar uma coca-cola, descansar e admirar a vista (na foto). O dono do boteco me olhou nos olhos e mesmo que eu estivesse falando português, me perguntou se eu era brasileira. Eu disse que sim e ele replicou: "Mas seus pais ou seus avós não são, né?" E minha resposta foi: "Nem os seus, né?" O homem olhou para cima, pensou por alguns segundos e abriu um sorriso amarelo.
E a última foi na Ilha Grande, quando o barqueiro disse para meus amigos, a meu respeito: "Essa nasceu para ser gringa!"
Então assumi. Sou gringa mesmo. Uma grande mistura de raças e nacionalidades e línguas. Não tenho pátria. Sou estrangeira dentro do meu próprio país. E em todos os outros lugares do mundo.