terça-feira, 30 de setembro de 2008
Next steps
O futuro é sempre incerto. Mas as pessoas sempre estão tentando desvendá-lo. Quem sabe, encontrar uma forma de descobrir o que vai acontecer, seja por eliminatória, repetição ou adivinhação.
Porém, sabe-se muito bem que não adianta inventar. Pode-se acertar algumas coisas por pura sorte ou seja lá como se pode justificar, mas a verdade é que não dá para prever exatamente o que vai acontecer, nem daqui a um minuto.
Então, eu espero poder fazer mil coisas, mas só vou saber se elas vão acontecer, depois que elas acontecerem. A todos que me perguntam quando e se eu vou viajar de novo, bem, quando eu voltar de viagem, eu respondo!
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Danger and Annoyances
Muito se engana quem pensa que existe lugar seguro no mundo. Mas é claro que alguns lugares são mais tranquilos que os outros e outros lugares a segurança é diretamente relacionada com a maneira com que você se veste, sexo, raça ou religião.
Infelizmente, a violência se utiliza das diferenças sociais, culturais e físicas para determinar suas vítimas.
E a verdade é que somos todos potenciais vítimas. Basta estarmos na hora errada e no lugar errado.
Não importa se a criminalidade é alta. Os números são secundários, Se você estiver num lugar desconhecido, obviamente não saberá qual é, estatisticamente falando, o risco que você está correndo.
Na minha experiência, posso dizer que só fui vítima em quatro cidades do mundo. São Paulo, Paris, Amsterdam e Milão.
Em São Paulo, sofri por estacionar o carro na hora errada e no lugar errado. Em Milão, porque sou mulher, em Paris por eu não ser muçulmana e em Amsterdam, porque sou Brasileira. O que não significa que em outras condições, nos mesmos lugares, outras pessoas diferentes não poderiam ter sido escolhidas.
Em compensação, fui para a Colômbia, assim como muitos outros viajantes, peguei ônibus noturnos para ir de uma cidade a outra e nada aconteceu. Na Turquia, por exemplo, ser turista não é a coisa mais perigosa do mundo. Aliás, é muito mais perigoso ser turco mesmo.
E é assim que bem ou mal, as pessoas acabam se privando de descobrir coisas novas e explorar lugares maravilhosos, tudo por culpa do medo, que nem sempre é bem fundamentado. Só tem que tomar cuidado e ficar atento. Sempre.
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Um ano!!!
Há um ano, tudo era apenas o começo. Algumas idéias, algumas viagens. Muitas descobertas e muito a descobrir ainda. E tudo continua igual, mas com um ano a mais de experiência.
Com mortes, casamentos, viagens obrigatórias, viagens para fugir e viagens para o tempo livre.
Este ano foi de conhecer a Ilha Grande, a Colômbia, a Turquia, a Grécia e a Croacia. Um ano de rever Buenos Aires, França, Inglaterra, Dinamarca e Itália.
O novo e o velho caminharam juntos. A vida e a morte. O bom e o ruim. Todas as contradições possíveis.
Um ano de música e de filmes e de vinhos. De estar com os amigos e fazer novos amigos. Grandes movimentações reais e virutais.
Um ano de gringa online.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Férias!!!
Quem não gosta de férias?
É tão bom poder descansar, ir para onde quiser (ou onde o dinheiro e o tempo permitirem)...
Não ter nenhuma responsabilidade a não ser consigo mesmo.
Este mês de agosto é o mês de férias coletivas na Europa. Nada abre, nada funciona.
Todo mundo pega suas coisinhas e corre ou para em direção ao mar, para aproveitar o sol e o calor ou sobe as montanhas para fugir um pouco do calor insuportável.
Já passei alguns meses de agosto por lá e devo dizer que por qualquer razão que seja, alguma coisa acontece com as pessoas porque elas ficam muito diferentes.
Ficam abertas, simpáticas, querem falar com todo mundo, sair.
Os parques ficam cheios de gente.
Os turistas lotam as cidades - nem pensar em tentar subir a Torre Eiffel ou entrar no Louvre, mas os espaços não turísticos ficam maravilhosos de andar. Você consegue tirar fotos de tudo, sem ninguém para atrapalhar.
Outra coisa que não tem preço é passar pela Rue Saint-Louis-en-l'Ile, ver o mundo se acotovelando para conseguir algum da meia duzia de sabores do sorvete da Maison Berthillon que sobraram, enquanto você conhece aquele lugarzinho uma na ruazinha transversal que não tem fila nenhuma e têm todos os sabores lhe esperando todos os dias.
domingo, 20 de julho de 2008
sábado, 12 de julho de 2008
Gringa em momento de pesquisas
Escrever aqui anda meio complicado devido a falta de meios - computadores e internets. Portanto, aproveito para fazer uma pausa e levantar dados para futuros posts. À bientôt!
domingo, 6 de julho de 2008
Planos
Viajar é sempre muito fácil, porque mesmo que nada saia do jeito que você imaginou, certamente saiu da maneira que deveria ter sido.
Fazemos planos, marcamos datas para chegar e sair e sabemos mais ou menos o que ver. E normalmente temos que aprender a nos adaptar às intempéries, mudar tudo e nos deixar levar pela maré.
Já assim é bastante complicado, porque se fizemos um roteiro, significa que de uma forma ou de outra, gastamos tempo e energia nos preparando para realizá-lo porque durante o tempo de planejamento, essa era a idéia que se encaixava melhor dentro das condições da viagem.
Agora, fazer tudo sem saber no que vai dar, onde você vai dormir ou como vai chegar, não é para qualquer um não.
Em primeiro lugar, você precisa abandonar toda e qualquer expectativa em relação a conforto. Assim, aconteça o que acontecer, nada poderá lhe decepcionar. Se você tiver que dormir na estação do trem, no aeroporto ou na praia, bem, são ossos do ofício.
Na verdade, você precisa praticamente abandonar toda e qualquer expectativa, seja ela qual for. Viver um dia por vez, cada situação a seu momento. Se agora apareceu a possibilidade de ir para o litoral, por que não? Depois de amanhã você pode se enganar e pegar um ônibus para a região das montanhas; nunca se sabe.
Outra coisa é saber que você pode confiar em si próprio. Saber que você é capaz de se tirar de situações desconfortáveis ou pelo menos de arrumar soluções para problemas imediatos de forma que você não se coloque em perigo, por exemplo.
Com esses ingredientes e um pouco de espírito de aventura, já é mais viável sair por aí sem rumo, sem planejar tudo nos mínimos detalhes e deixar o inesperado lhe surpreender.
domingo, 22 de junho de 2008
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Vive la différence!
Você se lembra de quando estava no primário (ou escola elementar ou sei lá mais como chamam hoje)? Sua rotina era ir para a escola, aprender uma meia duzia de coisas que não tinham serventia alguma, tudo para poder entrar no pega-pega, na amarelinha, na queimada ou quem sabe bater umas figurinhas durante o recreio.
Bom mesmo eram aqueles passeios malucos de um dia. Juntavam todo mundo da mesma série e lá se ia ao zoologico, ao butantã... Me lembro de dois destes passeios que me marcaram muito: um foi a ida a uma casa de fazenda, para conhecer os animais e aprender a fazer pão - paixão que eu guardo até hoje - e o outro, foi uma ida a Santos, para ver a cidade e subir o bondinho.
Et voilà, esses eram os dias em que a gente se divertia o tempo todo e não só no recreio.
Hoje, passeando por Auvers-Sur-Oise - vilarejo onde Van Gogh passou seus últimos anos de vida - me deparei com um grupo de escolares.
E claro, como o motivo de a cidade ser minimamente conhecida é a passagem dos impressionistas por ela, as crianças estavam aprendendo um pouco de história da arte.
Van Gogh, Cézanne e Pizarro mudaram-se para o vilarejo para afastar-se da cidade grande, aproveitar a vida no campo e usar as luzes do norte como inspiração para a produção de parte de suas obras.
Imagine-se lá, ainda criança, olhando uma das bailarinas de Dégas? E o passeio com a escola é para a casa onde as Niféias de Monet foram realizadas ou para seguir os últimos passos da vida de Van Gogh?
Como eu gostaria de ter passado a minha infância assim! Minha mãe fez o possivel, com um milhão de livros de arte em casa e sua paixão pelo assunto.
Comentei todo esse pensamento com um amigo italiano que foi visitar a cidade comigo e sua replica foi:
"Estas crianças não querem nem saber de Van Gogh. Quando eu ia fazer esses passeios com a escola, eu queria mais era fazer farra com os amigos!"
E me lembrei de uma francesa, que conheci há dois anos, quando discutiamos o assunto:
"A coisa mais chata do mundo era ir com a escola ao Louvre! Era super comum! E agora eu vejo todo mundo esperando na fila para entrar. Uma loucura!"
Mas será que tudo isso não faz diferença nenhuma no tipo de pessoas que estas crianças se tornam?
La même histoire
Sabe aqueles lugares que você chega e mesmo depois de muito tempo eles continuam sendo como a sua casa?
Para mim, Paris é assim.
Faz dois dias que estou em Paris e tudo já está no devido lugar. Meus amigos, meus lugares...
Como é possível? Anos se passam, as coisas mudam, mas mesmo assim eu continuo com a sensação de estar em casa. Eu sei que o Coolin está ali, sempre me esperando, na Rue Clement, no Marché Saint-Germain. E que por mais que as pessoas que trabalham lá mudem a cada vez que eu volto, continuam sempre no mesmo clima.É um lugar onde você pode ir sozinho ou acompanhado, sentar numa mesa e tomar uma coca-cola, uma Guinness ou um whisky, comer um Chicken Pesto (que é meu prato favorito, apesar de eu não gostar muito de frango) e logo acaba conhecendo as pessoas das mesas ao lado.
Hoje, eu passei o dia todo lá. Sentadinha, numa mesinha no terraço, com meu copinho, conhecendo gente, batendo papo. Até que me dei conta que já eram 23h e eu tinha que correr para terminar meu drink e não perder o último metrô.
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