sábado, 12 de julho de 2008
Gringa em momento de pesquisas
Escrever aqui anda meio complicado devido a falta de meios - computadores e internets. Portanto, aproveito para fazer uma pausa e levantar dados para futuros posts. À bientôt!
domingo, 6 de julho de 2008
Planos
Viajar é sempre muito fácil, porque mesmo que nada saia do jeito que você imaginou, certamente saiu da maneira que deveria ter sido.
Fazemos planos, marcamos datas para chegar e sair e sabemos mais ou menos o que ver. E normalmente temos que aprender a nos adaptar às intempéries, mudar tudo e nos deixar levar pela maré.
Já assim é bastante complicado, porque se fizemos um roteiro, significa que de uma forma ou de outra, gastamos tempo e energia nos preparando para realizá-lo porque durante o tempo de planejamento, essa era a idéia que se encaixava melhor dentro das condições da viagem.
Agora, fazer tudo sem saber no que vai dar, onde você vai dormir ou como vai chegar, não é para qualquer um não.
Em primeiro lugar, você precisa abandonar toda e qualquer expectativa em relação a conforto. Assim, aconteça o que acontecer, nada poderá lhe decepcionar. Se você tiver que dormir na estação do trem, no aeroporto ou na praia, bem, são ossos do ofício.
Na verdade, você precisa praticamente abandonar toda e qualquer expectativa, seja ela qual for. Viver um dia por vez, cada situação a seu momento. Se agora apareceu a possibilidade de ir para o litoral, por que não? Depois de amanhã você pode se enganar e pegar um ônibus para a região das montanhas; nunca se sabe.
Outra coisa é saber que você pode confiar em si próprio. Saber que você é capaz de se tirar de situações desconfortáveis ou pelo menos de arrumar soluções para problemas imediatos de forma que você não se coloque em perigo, por exemplo.
Com esses ingredientes e um pouco de espírito de aventura, já é mais viável sair por aí sem rumo, sem planejar tudo nos mínimos detalhes e deixar o inesperado lhe surpreender.
domingo, 22 de junho de 2008
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Vive la différence!
Você se lembra de quando estava no primário (ou escola elementar ou sei lá mais como chamam hoje)? Sua rotina era ir para a escola, aprender uma meia duzia de coisas que não tinham serventia alguma, tudo para poder entrar no pega-pega, na amarelinha, na queimada ou quem sabe bater umas figurinhas durante o recreio.
Bom mesmo eram aqueles passeios malucos de um dia. Juntavam todo mundo da mesma série e lá se ia ao zoologico, ao butantã... Me lembro de dois destes passeios que me marcaram muito: um foi a ida a uma casa de fazenda, para conhecer os animais e aprender a fazer pão - paixão que eu guardo até hoje - e o outro, foi uma ida a Santos, para ver a cidade e subir o bondinho.
Et voilà, esses eram os dias em que a gente se divertia o tempo todo e não só no recreio.
Hoje, passeando por Auvers-Sur-Oise - vilarejo onde Van Gogh passou seus últimos anos de vida - me deparei com um grupo de escolares.
E claro, como o motivo de a cidade ser minimamente conhecida é a passagem dos impressionistas por ela, as crianças estavam aprendendo um pouco de história da arte.
Van Gogh, Cézanne e Pizarro mudaram-se para o vilarejo para afastar-se da cidade grande, aproveitar a vida no campo e usar as luzes do norte como inspiração para a produção de parte de suas obras.
Imagine-se lá, ainda criança, olhando uma das bailarinas de Dégas? E o passeio com a escola é para a casa onde as Niféias de Monet foram realizadas ou para seguir os últimos passos da vida de Van Gogh?
Como eu gostaria de ter passado a minha infância assim! Minha mãe fez o possivel, com um milhão de livros de arte em casa e sua paixão pelo assunto.
Comentei todo esse pensamento com um amigo italiano que foi visitar a cidade comigo e sua replica foi:
"Estas crianças não querem nem saber de Van Gogh. Quando eu ia fazer esses passeios com a escola, eu queria mais era fazer farra com os amigos!"
E me lembrei de uma francesa, que conheci há dois anos, quando discutiamos o assunto:
"A coisa mais chata do mundo era ir com a escola ao Louvre! Era super comum! E agora eu vejo todo mundo esperando na fila para entrar. Uma loucura!"
Mas será que tudo isso não faz diferença nenhuma no tipo de pessoas que estas crianças se tornam?
La même histoire
Sabe aqueles lugares que você chega e mesmo depois de muito tempo eles continuam sendo como a sua casa?
Para mim, Paris é assim.
Faz dois dias que estou em Paris e tudo já está no devido lugar. Meus amigos, meus lugares...
Como é possível? Anos se passam, as coisas mudam, mas mesmo assim eu continuo com a sensação de estar em casa. Eu sei que o Coolin está ali, sempre me esperando, na Rue Clement, no Marché Saint-Germain. E que por mais que as pessoas que trabalham lá mudem a cada vez que eu volto, continuam sempre no mesmo clima.É um lugar onde você pode ir sozinho ou acompanhado, sentar numa mesa e tomar uma coca-cola, uma Guinness ou um whisky, comer um Chicken Pesto (que é meu prato favorito, apesar de eu não gostar muito de frango) e logo acaba conhecendo as pessoas das mesas ao lado.
Hoje, eu passei o dia todo lá. Sentadinha, numa mesinha no terraço, com meu copinho, conhecendo gente, batendo papo. Até que me dei conta que já eram 23h e eu tinha que correr para terminar meu drink e não perder o último metrô.
domingo, 25 de maio de 2008
Charles Baudelaire
Les vrais voyageurs sont ceux-là qui partent pour partir.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Mi Medellin!
É claro que depois de mais de 20 anos de publicações na mídia, é quase impossível, ainda hoje, desatrelar a cidade do Cartel de Medellin. Porém, por mais que seja possível conhecer as raízes, lugares relativos à vida e a sepultura de Pablo Escobar; digamos que as coisas já não funcionam mais como eram antes.
Com um castelhano um pouco mais difícil de entender que o de Bogotá, mas ainda assim bastante compreensível, os moradores de Medellin estão sempre sorrindo. Também pudera, pois trata-se da cidade da eterna primavera.
As temperaturas são sempre agradáveis o ano todo - se bem que podem chegar as alturas também! E que calor!
Como em qualquer outro lugar, todo tipo de entorpecentes - incluindo Ron Medellin e Aguardiente Antioqueña, além dos imaginados - estão à porter de main.
Mas não é isso o que interessa, porque para aproveitar bem a cidade, você tem que estar de olhos bem abertos.
Encontramos lá um dos melhores albergues da América Latina. A infra-etrutura não é superfantástica, mas o ambiente é demais. Por isso, se algum dia você pensar em ir, vá com passagem de saída marcada. Senão, corre grandes riscos de ir ficando até sei lá quando. Tem gente que já está no lugar a meses!
A balada acontece lá mesmo. Tem mesa de bilhar, varanda, churrasqueira...
Para as mulheres ainda tem uma grande vantagem já que o albergue é cheio de homens. Lindos e para qualquer gosto. Para os homens, já é mais fácil encontrar moçoilas entre as locais.
É muito fácil conhecer todo mundo, muita gente fala castelhano, apesar de ser um paradeiro de gringos, e de lá você descobre onde ir, o que conhecer e como chegar. Ir sozinho também não é um problema; há sempre gente indo a todas as partes. Só é necessário ser extrovertido ou curioso.
A localização também é ótima: fica muito perto da Zona Rosa de Medellin, o que significa que toda a diversão noturna está a alguns passos.
Na Zona Rosa, é possível encontrar restaurantes com cozinhas típicas de vários países - mas quem me conhece sabe que praticamente só comi carne, que aliás é muito boa na Colômbia - bares de todos os tipos, com grande variedade de música. Você também pode passar a noite de bar em bar, para não cair na rotina.Durante o dia também é muito agradável passear por esta região. No entanto, vale a pena também subir nas colinas para ver a cidade do alto. É impressionante! A cidade se espalha pelo vale e parece escalar as montanhas que estão a sua volta.
O trânsito é caótico, mas nem se compara ao de São Paulo. E com o preço barato dos táxis, ir e vir não é muito complicado.
A única dica que pode ser dada é: "Deixe Medellin por último". Senão, você não vai querer ver mais nada!
terça-feira, 20 de maio de 2008
Totalmente diferente

É absolutamente impressionante como se fala mal da Colombia. E pelo menos o que eu vi por lá, não tem nada a ver com o que dizem.
Por exemplo, em termos de segurança, o país está numa situação relativamente tranquila. Se engana quem pensa que as guerrilhas, os carteis e as Farcs tomam conta das cidades.
Claro que não é um país superdesenvolvido e muitas coisas poderiam ser melhor aproveitadas, mas também existem coisas maravilhosas para se ver e aproveitar.
Em primeiro lugar, está a hospitalidade do povo colombiano. São muito gentis, sempre dispostos a ajudar.
Onde quer que você esteja, pode perguntar qualquer coisa a qualquer um e sempre lhe dirão onde estão os melhores lugares para ver e conhecer, os melhores restaurantes e bares e praias.Em segundo lugar, eu colocaria as Zonas Rosas e similares - I think Nina would back me up on this one. Zona Rosa é o local das cidades onde está a maior concentração de bares, restaurantes e lojas, todos muito bem apresentados. São áreas por onde se pode andar tranquilamente tanto durante o dia como à noite. Além disso, são próximas a parques e não passam aquela impressão de centrão da cidade feito de concreto.
Mas mesmo o centro das cidades é cheio de monumentos e edifícios lindos, cheios de histórias, de Botero, de Garcia Marquez.
Os bares estão sempre movimentados, mas o seu lugar para tomar um trago não vai faltar. E não precisa de muito esforço para se divertir.A única coisa de cortar o coração é a quantidade de mendigos pedindo dinheiro e vendedores ambulantes em todas as partes. Eles são bastante incisivos e já logo dizem que não têm nada, que se você não ajudar, eles e suas respectivas familias morrerão de fome. E a isso, não dá para se acostumar.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Bye-bye Colombie
Tudo o que é bom sempre acaba chegando ao fim. Então, deixo aqui minhas saudades da Colombia enquanto me dirijo ao aeroporto El Dorado. Hasta la vista!
domingo, 11 de maio de 2008
Bend and Break
Keane
And that´s how 12 hours on a bus from Medellin to Cartagena worth of memoires passed.
When you, when you forget your name
When old faces all look the same
Meet me in the morning when you wake up
Meet me in the morning then you´ll wake up
If only I don´t bend and break
I´ll meet you on the other side
I´ll meet you in the light
If only I don´t suffocate
I´ll meet you in the morning when you wake
Lovesick bitter and hardened heart
Aching waiting for life to start
Meet me in the morning when you wake up
Meet me in the morning then you´ll wake up
If only I don´t bend and break
I´ll meet you on the other side
I´ll meet you in the light
If only I don´t suffocate
I´ll meet you in the morning when you wake
If only I don´t bend and break
I´ll meet you on the other side
I´ll meet you in the light
If only I don´t suffocate
I´ll meet you in the morning when you wake
I´ll meet you on the other side
I´ll meet you in the light
If only I don´t suffocate
I´ll meet you in the morning when you wake
And that´s how 12 hours on a bus from Medellin to Cartagena worth of memoires passed.
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