quarta-feira, 21 de maio de 2008

Mi Medellin!


É claro que depois de mais de 20 anos de publicações na mídia, é quase impossível, ainda hoje, desatrelar a cidade do Cartel de Medellin.
Porém, por mais que seja possível conhecer as raízes, lugares relativos à vida e a sepultura de Pablo Escobar; digamos que as coisas já não funcionam mais como eram antes.
Com um castelhano um pouco mais difícil de entender que o de Bogotá, mas ainda assim bastante compreensível, os moradores de Medellin estão sempre sorrindo. Também pudera, pois trata-se da cidade da eterna primavera.
As temperaturas são sempre agradáveis o ano todo - se bem que podem chegar as alturas também! E que calor!
Como em qualquer outro lugar, todo tipo de entorpecentes - incluindo Ron Medellin e Aguardiente Antioqueña, além dos imaginados - estão à porter de main.
Mas não é isso o que interessa, porque para aproveitar bem a cidade, você tem que estar de olhos bem abertos.
Encontramos lá um dos melhores albergues da América Latina. A infra-etrutura não é superfantástica, mas o ambiente é demais. Por isso, se algum dia você pensar em ir, vá com passagem de saída marcada. Senão, corre grandes riscos de ir ficando até sei lá quando. Tem gente que já está no lugar a meses!
A balada acontece lá mesmo. Tem mesa de bilhar, varanda, churrasqueira...
Para as mulheres ainda tem uma grande vantagem já que o albergue é cheio de homens. Lindos e para qualquer gosto. Para os homens, já é mais fácil encontrar moçoilas entre as locais.
É muito fácil conhecer todo mundo, muita gente fala castelhano, apesar de ser um paradeiro de gringos, e de lá você descobre onde ir, o que conhecer e como chegar. Ir sozinho também não é um problema; há sempre gente indo a todas as partes. Só é necessário ser extrovertido ou curioso.
A localização também é ótima: fica muito perto da Zona Rosa de Medellin, o que significa que toda a diversão noturna está a alguns passos.
Na Zona Rosa, é possível encontrar restaurantes com cozinhas típicas de vários países - mas quem me conhece sabe que praticamente só comi carne, que aliás é muito boa na Colômbia - bares de todos os tipos, com grande variedade de música. Você também pode passar a noite de bar em bar, para não cair na rotina.
Durante o dia também é muito agradável passear por esta região. No entanto, vale a pena também subir nas colinas para ver a cidade do alto. É impressionante! A cidade se espalha pelo vale e parece escalar as montanhas que estão a sua volta.
O trânsito é caótico, mas nem se compara ao de São Paulo. E com o preço barato dos táxis, ir e vir não é muito complicado.
A única dica que pode ser dada é: "Deixe Medellin por último". Senão, você não vai querer ver mais nada!

terça-feira, 20 de maio de 2008

Totalmente diferente



É absolutamente impressionante como se fala mal da Colombia. E pelo menos o que eu vi por lá, não tem nada a ver com o que dizem.
Por exemplo, em termos de segurança, o país está numa situação relativamente tranquila. Se engana quem pensa que as guerrilhas, os carteis e as Farcs tomam conta das cidades.
Claro que não é um país superdesenvolvido e muitas coisas poderiam ser melhor aproveitadas, mas também existem coisas maravilhosas para se ver e aproveitar.
Em primeiro lugar, está a hospitalidade do povo colombiano. São muito gentis, sempre dispostos a ajudar.Onde quer que você esteja, pode perguntar qualquer coisa a qualquer um e sempre lhe dirão onde estão os melhores lugares para ver e conhecer, os melhores restaurantes e bares e praias.
Em segundo lugar, eu colocaria as Zonas Rosas e similares - I think Nina would back me up on this one. Zona Rosa é o local das cidades onde está a maior concentração de bares, restaurantes e lojas, todos muito bem apresentados. São áreas por onde se pode andar tranquilamente tanto durante o dia como à noite. Além disso, são próximas a parques e não passam aquela impressão de centrão da cidade feito de concreto.
Mas mesmo o centro das cidades é cheio de monumentos e edifícios lindos, cheios de histórias, de Botero, de Garcia Marquez.
Os bares estão sempre movimentados, mas o seu lugar para tomar um trago não vai faltar. E não precisa de muito esforço para se divertir.
A única coisa de cortar o coração é a quantidade de mendigos pedindo dinheiro e vendedores ambulantes em todas as partes. Eles são bastante incisivos e já logo dizem que não têm nada, que se você não ajudar, eles e suas respectivas familias morrerão de fome. E a isso, não dá para se acostumar.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Bye-bye Colombie


Tudo o que é bom sempre acaba chegando ao fim. Então, deixo aqui minhas saudades da Colombia enquanto me dirijo ao aeroporto El Dorado. Hasta la vista!

domingo, 11 de maio de 2008

Bend and Break

Keane
When you, when you forget your name
When old faces all look the same
Meet me in the morning when you wake up
Meet me in the morning then you´ll wake up
If only I don´t bend and break
I´ll meet you on the other side
I´ll meet you in the light
If only I don´t suffocate
I´ll meet you in the morning when you wake

Lovesick bitter and hardened heart
Aching waiting for life to start
Meet me in the morning when you wake up
Meet me in the morning then you´ll wake up

If only I don´t bend and break
I´ll meet you on the other side
I´ll meet you in the light
If only I don´t suffocate
I´ll meet you in the morning when you wake

If only I don´t bend and break
I´ll meet you on the other side
I´ll meet you in the light
If only I don´t suffocate
I´ll meet you in the morning when you wake

I´ll meet you on the other side
I´ll meet you in the light
If only I don´t suffocate
I´ll meet you in the morning when you wake

And that´s how 12 hours on a bus from Medellin to Cartagena worth of memoires passed.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Afraid of needles


Após dias de desespero, esperando o horrível momento, finalmente estou imunologicamente preparada para a Colombia.
Fui lá, esperei duas horas e agora tenho a comprovação (ao lado!)
Tenho que aproveitar para conhecer todos os lugares que obrigam a tomar vacina de febre amarela antes que a minha vença! E continuo odiando agulhas e apavorada com a idéia de ter que tomar injeções!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Amarrando as pontas


Tudo começou no Expresso do Pôr-do-Sol. Rápido, sobre as águas azuis, atravessando o Oceano Atlântico. Em todos os tons de vermelho e laranja e amarelo. Fortes e vibrantes. E por aí foi-se, esperando sempre o melhor, querendo sempre vencer.
E acabou numa Lua Azul. Numa tarde de abril, de tempo nublado, molhada por gotículas de chuva. De novo sobre as águas do Atlântico. Só que desta vez, as águas estavam verdes e escuras e o Sol se pôs.
As cinzas clarearam a superfície marinha, enquanto o vento soprava contra a corrente, entre o navio azul e branco e a pequena ilhota de três colinas que hoje é também o marco da despedida.
We´ll meet again soon.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Companheiros de viagem


Não existe nada como viajar sozinha e usar o tempo para pensar na vida e admirar a paisagem.
Mas existem algumas coisas que não podem nunca faltar na mala e que no fim das contas são grandes companhias.
O primeiro deles, na minha opinião, é sem dúvida, um reprodutor de música. Sem música não dá nem para sair de casa. Pode ser iPod, iPobre, radinho ou toca CD´s, mas tem que estar lá.
Imagine a crise aérea brasileira, com os atrasos homéricos, sem uma musiquinha para acalmar? E ficar horas sentada num ônibus ou num trem só escutando o barulho do motor? Não tem a menor condição.
Em segundo lugar, eu colocaria os livros. Eles têm o poder de fazer viajar para outro lugar mesmo quando você já está viajando. Transportam qualquer um para uma outra realidade. Sejam os de ficção, de histórias reais ou mesmo, os bons e velhos guias, que nos levam ao futuro. Ao nosso futuro. Àqueles lugares para onde estamos indo e que vamos ver. Meu grande companheiro na Europa foi o Lonely Planet, com excelentes tiradas sobre os lugares para conhecer e às vezes um pouco de exageiro quando o assunto é segurança. O único grande defeito dos livros é o peso que eles agregam à já restrita mochila.
Em terceiro lugar, vem o diário de bordo. É exatamente o contrario do guia, é o livrinho onde se pode colocar impressões, pensamentos, idéias, contar histórias, anotar contatos, e tudo mais. Pode servir para organizar algumas coisas, repensar outras, entender, extravasar.
Em quarto lugar, estão os joguinhos. No celular, no iPod, no papel. De cartas, blocos, números, letras, traços, riscos, contas, lógica, perguntas e respostas. Para todos os gostos. Ajudam a passar o tempo, sem adicionar nada, mas também, vehamos e convenhamos, depois de muito viajar, chega uma hora que não dá mais para pensar em nada. E é nessa hora que entram em cena os passatempos.
Em quinto lugar e se nada mais resolver, vire para o lado e tente tirar um cochilo. Pelo menos assim, você não incomoda tanto seu vizinho de assento. A menos que você ronque. :)

terça-feira, 1 de abril de 2008

April Fool´s Day

I have great faith in fools - self-confidence, my friends call it.
Edgar Allan Poe