terça-feira, 20 de maio de 2008

Totalmente diferente



É absolutamente impressionante como se fala mal da Colombia. E pelo menos o que eu vi por lá, não tem nada a ver com o que dizem.
Por exemplo, em termos de segurança, o país está numa situação relativamente tranquila. Se engana quem pensa que as guerrilhas, os carteis e as Farcs tomam conta das cidades.
Claro que não é um país superdesenvolvido e muitas coisas poderiam ser melhor aproveitadas, mas também existem coisas maravilhosas para se ver e aproveitar.
Em primeiro lugar, está a hospitalidade do povo colombiano. São muito gentis, sempre dispostos a ajudar.Onde quer que você esteja, pode perguntar qualquer coisa a qualquer um e sempre lhe dirão onde estão os melhores lugares para ver e conhecer, os melhores restaurantes e bares e praias.
Em segundo lugar, eu colocaria as Zonas Rosas e similares - I think Nina would back me up on this one. Zona Rosa é o local das cidades onde está a maior concentração de bares, restaurantes e lojas, todos muito bem apresentados. São áreas por onde se pode andar tranquilamente tanto durante o dia como à noite. Além disso, são próximas a parques e não passam aquela impressão de centrão da cidade feito de concreto.
Mas mesmo o centro das cidades é cheio de monumentos e edifícios lindos, cheios de histórias, de Botero, de Garcia Marquez.
Os bares estão sempre movimentados, mas o seu lugar para tomar um trago não vai faltar. E não precisa de muito esforço para se divertir.
A única coisa de cortar o coração é a quantidade de mendigos pedindo dinheiro e vendedores ambulantes em todas as partes. Eles são bastante incisivos e já logo dizem que não têm nada, que se você não ajudar, eles e suas respectivas familias morrerão de fome. E a isso, não dá para se acostumar.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Bye-bye Colombie


Tudo o que é bom sempre acaba chegando ao fim. Então, deixo aqui minhas saudades da Colombia enquanto me dirijo ao aeroporto El Dorado. Hasta la vista!

domingo, 11 de maio de 2008

Bend and Break

Keane
When you, when you forget your name
When old faces all look the same
Meet me in the morning when you wake up
Meet me in the morning then you´ll wake up
If only I don´t bend and break
I´ll meet you on the other side
I´ll meet you in the light
If only I don´t suffocate
I´ll meet you in the morning when you wake

Lovesick bitter and hardened heart
Aching waiting for life to start
Meet me in the morning when you wake up
Meet me in the morning then you´ll wake up

If only I don´t bend and break
I´ll meet you on the other side
I´ll meet you in the light
If only I don´t suffocate
I´ll meet you in the morning when you wake

If only I don´t bend and break
I´ll meet you on the other side
I´ll meet you in the light
If only I don´t suffocate
I´ll meet you in the morning when you wake

I´ll meet you on the other side
I´ll meet you in the light
If only I don´t suffocate
I´ll meet you in the morning when you wake

And that´s how 12 hours on a bus from Medellin to Cartagena worth of memoires passed.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Afraid of needles


Após dias de desespero, esperando o horrível momento, finalmente estou imunologicamente preparada para a Colombia.
Fui lá, esperei duas horas e agora tenho a comprovação (ao lado!)
Tenho que aproveitar para conhecer todos os lugares que obrigam a tomar vacina de febre amarela antes que a minha vença! E continuo odiando agulhas e apavorada com a idéia de ter que tomar injeções!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Amarrando as pontas


Tudo começou no Expresso do Pôr-do-Sol. Rápido, sobre as águas azuis, atravessando o Oceano Atlântico. Em todos os tons de vermelho e laranja e amarelo. Fortes e vibrantes. E por aí foi-se, esperando sempre o melhor, querendo sempre vencer.
E acabou numa Lua Azul. Numa tarde de abril, de tempo nublado, molhada por gotículas de chuva. De novo sobre as águas do Atlântico. Só que desta vez, as águas estavam verdes e escuras e o Sol se pôs.
As cinzas clarearam a superfície marinha, enquanto o vento soprava contra a corrente, entre o navio azul e branco e a pequena ilhota de três colinas que hoje é também o marco da despedida.
We´ll meet again soon.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Companheiros de viagem


Não existe nada como viajar sozinha e usar o tempo para pensar na vida e admirar a paisagem.
Mas existem algumas coisas que não podem nunca faltar na mala e que no fim das contas são grandes companhias.
O primeiro deles, na minha opinião, é sem dúvida, um reprodutor de música. Sem música não dá nem para sair de casa. Pode ser iPod, iPobre, radinho ou toca CD´s, mas tem que estar lá.
Imagine a crise aérea brasileira, com os atrasos homéricos, sem uma musiquinha para acalmar? E ficar horas sentada num ônibus ou num trem só escutando o barulho do motor? Não tem a menor condição.
Em segundo lugar, eu colocaria os livros. Eles têm o poder de fazer viajar para outro lugar mesmo quando você já está viajando. Transportam qualquer um para uma outra realidade. Sejam os de ficção, de histórias reais ou mesmo, os bons e velhos guias, que nos levam ao futuro. Ao nosso futuro. Àqueles lugares para onde estamos indo e que vamos ver. Meu grande companheiro na Europa foi o Lonely Planet, com excelentes tiradas sobre os lugares para conhecer e às vezes um pouco de exageiro quando o assunto é segurança. O único grande defeito dos livros é o peso que eles agregam à já restrita mochila.
Em terceiro lugar, vem o diário de bordo. É exatamente o contrario do guia, é o livrinho onde se pode colocar impressões, pensamentos, idéias, contar histórias, anotar contatos, e tudo mais. Pode servir para organizar algumas coisas, repensar outras, entender, extravasar.
Em quarto lugar, estão os joguinhos. No celular, no iPod, no papel. De cartas, blocos, números, letras, traços, riscos, contas, lógica, perguntas e respostas. Para todos os gostos. Ajudam a passar o tempo, sem adicionar nada, mas também, vehamos e convenhamos, depois de muito viajar, chega uma hora que não dá mais para pensar em nada. E é nessa hora que entram em cena os passatempos.
Em quinto lugar e se nada mais resolver, vire para o lado e tente tirar um cochilo. Pelo menos assim, você não incomoda tanto seu vizinho de assento. A menos que você ronque. :)

terça-feira, 1 de abril de 2008

April Fool´s Day

I have great faith in fools - self-confidence, my friends call it.
Edgar Allan Poe

terça-feira, 25 de março de 2008

Taxi Drive


Brasil. País de contrastes, de brancos e negros, de amarelos e vermelhos, de grandes e pequenos. De ricos de pobres. De nordeste, sudeste, centro-oeste e norte e sul.
Mas também país de brasileiros, de gringos e de estrangeiros que adotaram a nação como sua.
Como por exemplo, o Português chofer de táxi no Rio de Janeiro há 40 anos que apareceu às 7h da manhã da segunda-feira seguinte à Páscoa. Certamente um personagem dos mais cariocas que já existiram
Nascido em Portugal, o Português veio para o Brasil deixando filhos na terrinha e decidiu se estabelecer por aqui aparentemente para sempre.
Começou sua carreira como agiota, emprestando dinheiro com juros altíssimos a moças e rapazes de bem nos bairros nobres da ex-capital brasileira.
Esta atividade lhe rendeu dois imóveis, um na zona oeste e outro na zona norte.
Paralelamente, comprou uma licença para ser chofer de praça e comprou seu veículo de acordo com as normas da cidade maravilhosa.
Desta maneira, não só ele mantinha excelentes contatos - conhecendo endereço e telefone da mais fina flor da sociedade carioca -, como também ainda conseguia arrancar uns trocados da maior atividade desenvolvida na cidade: o turismo.
Apesar dos pesares, o Português aparentemente não conseguiu aprender boas maneiras com as companhias, talvez, porque na realidade, ele sempre foi uma pessoa muito só.
Uma pessoa que mudou de país e passou a vida dependendo da desgraça alheia, esperando que quem sabe um dia, alguém fosse gostar mesmo dele.
Mas a verdade é que, quanto mais ele procurava, mais ele dava com os burros n´água. Sua primeira grande paixão tupiniquim foi uma senhora casada, de "fino trato", a quem ele emprestou "o que hoje equivaleria a R$ 5.000,00".
Os dois passaram bons momentos juntos entre quatro paredes até que as coisas começaram a se complicar: a mulher queria deixar o marido pelo Português, mas o pobre não poderia aceitar assim uma mulher que "só era bonita (muito bonita), mas não era nada boa"(de cama). E ainda por cima não queria pagar o que lhe devia.
Então, deixou-a. Mas a moça, de coração partido, correu para o ponto de táxi para reclamar que havia sido sexualmente abordada pelo motorista que não a quis.
Imagine você que o Português perdeu a compostura: ao saber que seu nome estava sendo jogado na lama, por causa de uma mulher que nem era boa de cama, o homem subiu nas tamancas e foi ao encontro da amante para tirar satisfações.
"Onde já se viu? Se ela queria dizer alguma coisa, que dissesse a verdade."
E foi o que aconteceu. Confrontada e pressionada, após uma briga terrível, ela correu para os chefes do Português para esclarecer a situação e logo em seguida, mudou-se de cidade com o marido.
Depois de tamanha decepção, o Português decidiu que para ter mulheres em sua vida, só se as pagasse, porque desta forma, garantiria que elas se fossem depois.
"Mesmo assim ainda pode dar problemas".
Hoje, sua vida se resume a trabalhar umas poucas horas como taxista, manter os dois apartamentos, receber os netos que vêm de Portugal de vez em quando para visitá-lo e dizer que os portugueses são todos burros mesmo para iniciar os infinitos monólogos sobre sua vida que desenvolve no carro de manhã cedo.
Se a história é real ou não, não vou atrás para averiguar os detalhes. Mas o taxista existe mesmo e me contou todos esses fatos e ainda mais alguns que me privei de mencionar por achá-los um pouco over.
De qualquer forma, eu diria que senão a vida, pelo menos a história deste português é bastante rodriguiana.